Capítulo 6 – Sozinha

Colocamos nossas roupas e antes de nos despedirmos de Denise, ela nos ofereceu água e o café coado antes da sessão. Depois, pulou para frente do computador, para descarregar as imagens que acabara de registrar.

_ E ai? Curtiram a noite?
_ Estamos acabados, Digo respondeu. Mas quem tem que dizer se curtiu é você. Você é a fotógrafa.
_ Vocês foram ótimos. Mas nem começamos. Hoje foi só um aperitivo.
_ Proteja bem essas fotos hein, garota? Não queremos recebê-las em algum grupo de Whastapp, ironizou Digo.
_ Eu tenho cara de amadora, garoto? Hum… se bem que esse dedinho da Liz ia fazer sucesso na rede.
_ Hahaha, gargalhamos alto.
_ Nem brinque com isso, respondi.

Nos despedimos com beijos. E Denise não perdeu a oportunidade de me dar um selinho e um abraço apertado. Fiquei toda sem graça com a atitude dela, diante da presença do meu noivo.

_ E quando iniciamos pra valer?
_ Aguarde meu contato, esteja pronta.

Dentro carro, fizemos todo o trajeto, até em casa, de mãos dadas. A cada sinal fechado, beijos ardentes, como se fossemos namoradinhos recentes. Estávamos concluindo que a cada nova aventura, nosso relacionamento só melhorava. Passamos, mais uma vez, a cuidar mais um do outro, dentro e fora de casa. As mensagens amorosas pelo Whatsapp e os mimos tornaram-se mais frequentes. Mas eu estava um pouco incomodada com a situação do beijo em Denise durante as fotos. Então resolvi conversar, pois sabia que teria o conforto que eu precisava na palavra de Rodrigo.

_ Amor, hoje aconteceu uma coisa que eu precisava te contar.
_ O que, Liz?
_ Enquanto você estava fora do quarto, naquele momento em que eu fiquei tensa, eu e Denise… nos beijamos.
_ Hum, mas como foi?
_ Foi quente, intenso. Ela estava tentando me acalmar e se aproximou. Acho que perdemos o controle da situação.

Ele ficou em silencio por alguns instantes e perguntou:

_ Acha que isso pode gerar algum tipo de sentimento, sei lá?
_ Não amor, claro que não. Ela me acalmou. E todo aquele clima, sei lá. Eu estava super excitada. E o beijo me fez bem, me tranquilizou.
_ Tudo bem amor, eu entendo. Fique calma. Fico feliz que tenha me contado.

Era tudo que eu queria ouvir. Ter beijado Denise longe de Rodrigo me incomodava, mas estava absolutamente tranquila quanto aos sentimentos que aquele momento me proporcionaram.

_ Apertei a mão de Rodrigo e nos olhamos. Afinal foi ele quem me colocou naquela loucura. Entramos juntos nela. E sabia que sairíamos juntos. Daquela e de todas as outras.

Chegamos em casa, largamos as roupas na sala e fomos direto para o banho. Estávamos suados, quentes ainda, cheirando a sexo. Nos pegamos muito embaixo do chuveiro. Rodrigo, mesmo cansado, ainda conseguiu se excitar. Não perdi a oportunidade de mamar naquele pau gostoso novamente, antes de me penetrar em pé, eu de costas para ele. E gozou rápido. Dentro de mim. Amo quando ele faz isso. Na minha opinião, gozar dentro é o ápice da intimidade entre duas pessoas. A entrega total um ao outro. Dois corpos se transformando em um só.

Já na cama, nos abraçamos e ele me perguntou:

_ Aquilo que fez comigo foi… foi… interessante.
_ Você gostou, amor?
_ Sensação diferente. Seu boquete ficou muito melhor.
_ Está se sentindo bem? Esta com medo de gostar e querer experimentar sensações… maiores? (Risos)

_ NUNCA! Gosto de buceta, entendeu? B U C E T A! Nada contra quem gosta, mas o que me da tesão é o que você tem entre as pernas!
_ Tá, amor, entendi! Mas hoje você descobriu que gosta também de dedinho, D E D I N H O!!!
_ Erh… o seu Liz, e só o seu! Tá me ouvindo?
_ Claro amor, como quiser! (Risos)
_ Agora vamos dormir, temos que acordar cedo amanhã.

Como foi difícil obedecer o despertador na manhã seguinte. Estávamos exaustos da noite anterior. Durante o café, prontos para sair, recebemos uma mensagem de Denise:

Bom dia. Dormiram bem, amores? Podemos continuar no domingo pela manhã?

_ Olha a mensagem de Denise, amor. Disse Rodrigo, me passando o celular.
_ Hum, por mim tudo bem. Fazemos as fotos e depois vamos direto pra casa da minha mãe almoçar.
_ Certo, deixa eu respondê-la.

Tudo certo, Denise, estaremos aí. Que horas quer começar?

Estejam aqui as seis em ponto.

Pqp, pq tão cedo?

Vamos passear, queridos!

Passear? Não vamos tirar as fotos no seu estúdio?

No meu estúdio? Estamos em Alagoas, você quer um
trabalho excelente, não quer?

É Claro.

Então deixe eu usar as minhas armas. Sol, calor e o mar.
E sem mais perguntas!

Ok, fotógrafa até domingo.

Tudo combinado para domingo. Estava tensa e ansiosa para saber o que Denise ia aprontar comigo. Ela deixou no ar que faríamos fotos ao ar livre. Mas onde? Em público?

Na quarta a tarde, no meio do expediente, Rodrigo manda uma mensagem frustrante:

_ Amor. Tô puto aqui. Ari programou uma viajem para mim
amanhã até Recife. Para aquela reunião que lhe falei.
Volto apenas no domingo, à noite.

_ Mas amor, e o ensaio?

_ Pois é, eu tentei resolver de outra maneira, disse que
tínhamos um compromisso, mas ele justificou ser
essencial minha presença lá. Estamos fechando
um grande negócio, você sabe.

_ Poxa, Digo…

_ Mas não desmarque. Vá sozinha. Acredito que vai ficar
mais tranquila. E eu, mais ansioso pelo resultado do ensaio.

_ Tem certeza?

_ Sim.

_ Amor, estou com medo que Denise tente
alguma coisa.

_ Amor, vocês vão passear, lembra? Ela não vai ser louca
de te atacar em público. E nós estaremos conversando
o tempo todo por aqui.

_ Tá certo. Até mais tarde então.

_ Até, amo você!

_ Tbem!

(continua…)

Fotos deste post de propriedade e enviadas por um casal leitor de nosso blog.

Entrega – capítulo 4

_ Vamos fazer diferente. Fique em pé, de costas para mim. Apoie as mãos no encosto da cadeira.
_ Assim?
_ Isso. Que bunda linda você tem…
_ Pare, Denise, respondi sorrindo.
_ Tá bem, tá bem!

_ Então faça o seguinte. Feche os olhos. E pense em algo que te de muito tesão.
_ Meu Deus, não faço ideia.
Então percebo Rodrigo entrando no quarto.

_ Pense em André, amor. Pense nele tomando banho lá em casa. Pense em vocês dois no chuveiro.
_ André me deu tesão, muito…

Uma música ao estilo lounge com uma certa “pegada” indiana, começou a tocar vindo do notebook. E os clicks recomeçaram. Meus pensamentos voltaram no tempo. E lá estava André, comigo embaixo do chuveiro do quarto de hóspedes. Minha cintura começou a balançar, para um lado e para o outro, ao ritmo da melodia.

_ O que fizeram no chuveiro Liz? Denise provocou. (Click!)

_ Nos pegamos muito. Ele beija bem. Boca gostosa… Hum… Bati uma punheta gostosa pra ele.

Ouvi Denise dizer:

_ Abaixa o corpo gata e empina essa bunda. Não pára. (Click! Click!)

Só obedeci, sem tirar os pensamentos de André. E então, foi a vez de Rodrigo perguntar:

_ E o que mais, amor? Você deu sua buceta pra ele?
_ Não amor, mas ele tentou. Esfregou o pau pelo meu corpo todo. Apertou minha bunda. Me comeu com os dedos. Colocou o dedinho no meu cu.

_ Nossa, já estou de pau duro aqui. O que mais? (Click! Click!)
_ Mamou muito em meus seios. (Click!) Mordiscou meus bicos. Me ensaboou todinha, lentamente. Ele me pegou como você nunca fez.
_ É você mamou no pau daquele filho da puta?
_ Eu quis, mas naquela hora não aconteceu. (Click! Click!)
_ Deixa eu olhar você, Liz, Denise intercedeu.

Me virei em direção à eles. Já sentia minha buceta úmida. Naturalmente minhas pernas se abriram, como Denise anteriormente desejava.

_ Isso gata, você é divina! (click, click)

Meus dedos passaram a tocar todas as partes da minha buceta. Me contorcia e gemia baixinho, lembrando de André. Meu dedo médio naquela hora, na minha fantasia, se transformava na sua língua saboreando meu clitóris, percorrendo meus grandes, pequenos lábios. O polegar e o indicador da outra mão eram seus dentes, mordendo o bico do meu seio. (Click!)

_ Sente na cadeira, Liz.

Sentei, e olhei para baixo e vi meu corpo sob a luz dos holofotes. E então encontrei uma Liz que eu nunca havia reparado. Pude perceber detalhes de mim que antes passavam desapercebido. Eu estava linda, sentindo-me poderosa, decidida, dona de mim mesma, do meu próprio nariz, do meu destino. A responsável única pela minha própria felicidade. Nua, na mira das lentes de uma fotógrafa, percebi, então, que conseguia olhar claramente pra dentro de mim. Denise acabara não só de me despir por fora. Mas também por dentro. Por inteiro.
(Click! Click!)

_ Rodrigo, venha me ajudar. Tire sua camisa e seus sapatos. Ele vestia uma calca jeans, camisa e sapatos sociais.
_ Eu modelo? Não, por favor!

_ Venha logo, olhe pra sua mulher, cara, ela está ardendo de tesão. Você tem que foder ela, ou vai foder com nossas fotos!!!

Pensei: “Lá vem o coleguinha da classe, que adorava tomar bronca da professora exigente, pra perto de mim” (rsrsrs).

_ Quero você em pé, atrás dela, ordenou Denise.

Senti as mãos de Rodrigo acariciando meus ombros e meu pescoço.

_ Você está linda, Liz! Amo olhar pra você…

Queimando em fogo, tratei logo de cortar o romantismo dele.

_ Ama? Do mesmo jeito que amou ver André me comendo?
_ Sim, foi perfeito. Fiquei louco quando ele te pegou de quatro. Sente a língua dele na sua buceta amor. Chupando você todinha.
_ Aí, vem André, macho gostoso! Ahhh! Hummm!

Já estava completamente fora de mim. Já nem lembrava quem era Denise, muito menos Rodrigo.
Comecei a acelerar os movimentos dos dedos na minha xaninha encharcada. Rodrigo acariciava meus seios, apertava com cuidado os bicos, mordiscava minha orelha e tratava de lembrar lances da transa com André. De como ele me penetrou gostoso, depois de me chupar. Da cavalgada que dei na pica do nosso amigo, fazendo ele explodir de tesão. Não dava mais para parar. No vai e vem frenético dos meus dedos, o gozo veio. Forte, intenso. Como um choque de 2000 voltz.

Ahhhhhhhhhhhhhhh, puta que pariu, aaaaaaaaaahhhhhhhh!

Rodrigo teve que segurar a cadeira para eu não cair para o lado, tamanho o êxtase. Aos poucos, lentamente, comecei a reconhecer os cliques vindos da máquina de Denise. Rodrigo se posicionou ao meu lado, se abaixou e me deu beijo ardente na boca. Enquanto me beijava, segurei o pau dele, duríssimo, por fora da calça e comecei a massageá-lo. Sem tirar os lábios da minha boca, ele desabotoou a calça e a desceu um pouco, revelando à nossa amiga fotógrafa seu pau lindo e grande. Nossas bocas se desencontraram. Puxei Rodrigo contra mim, segurando em sua bunda.
_ Olha pra mim, filho da puta! Olha pra sua cadela. Toca uma punheta na minha cara!

(continua…)

As fotos que ilustram o capítulo pertencem e foram enviadas gentilmente pelo Casal 2.7.
Novos amigos virtuais e leitores do blog.

Onde a magia acontece – capítulo 3

Durante o caminho entre o café e o estúdio, deixamos de lado um pouco o assunto “fotos” e conversamos sobre nossa relação, nossas origens. Denise nos contou como surgiu o gosto pela fotografia, da mãe falecida e das influencias de seu pai.

_ É aqui neste prédio, chegamos. Pode parar o carro por aqui.

Denise residia em um prédio de 5 andares, bem antigo. Ele fazia esquina para uma rua de grande movimento da cidade e um beco, que durante o dia ficava bem movimentado, repleto de lojas comerciais. Mas quando anoitecia, se transformava em um ambiente sombrio e até um pouco perigoso. Suas marquises, nesta hora, davam espaço para sem tetos e alguns usuários de drogas. Na outra extremidade, o beco dava acesso a uma outra rua da região, bem próxima ao calçadão do comércio.
Paramos o carro bem em frente e subimos três lances de escadas. Já era tarde, mas ainda haviam crianças brincando na recepção do prédio.Quando entramos no apartamento, avistamos uma belíssima decoração. Um misto de contemporâneo com uns toques de elementos mais antigos, com um pezinho na cultura indiana. bem a cara daqueles spas de relaxamento. Um ambiente bem agradável e acolhedor.

_ Vou fazer mais um café para nós. Fiquem à vontade.

Rodrigo sentou no sofá e tomei a liberdade de olhar a prateleira de livros. Lá encontrei diversos títulos, dos mais variados assuntos. Arqueologia, muitos de fotografia, é claro; Osho, Kama Sutra, Tantra, que me chamaram a atenção. E os mais inusitados, falando sobre fusca. Sim, o carro.

Fomos surpreendidos pela volta de Denise. Com apenas uma camiseta regata branca deixando a lateral dos seios um pouco à mostra. E um shorts jeans, que revelava de vez seus quilinhos a mais, e várias outras tatuagens que havíamos visto anteriormente, pelo Instagram.

_ Qual mais gostou? Disse ela.
_Jamais imaginaria que uma fotógrafa seria fã de fusca.
_ Pois é, mais uma influência do meu pai. Ele é um apaixonado por fuscas, e em toda sua vida, só teve fuscas. Não consigo relembrar da minha infância dentro de outro carro. Cresci e acabei me apaixonando por eles também. Gosto do seu design, das curvas deles; lembram as curvas femininas. O capô, por exemplo, parece muito com a sua bunda linda Liz, completou ela, rindo e olhando fixamente para meus olhos, me deixando um pouco desconsertada.
_ Eh… e por que não tem o seu? Respondi, timidamente.
_ É o meu sonho, pretendo comprar ou reformar um em breve.
_ Vai conseguir logo, vai ter muito sucesso como fotógrafa, seu trabalho é fantástico, disse Rodrigo.
_ Deus te ouça… Então, é aqui que eu vivo. Gostaram? Tem dois quartos: o meu e outro utilizo como estúdio. Um banheiro e uma pequena cozinha com a área de serviço conjugada.
_ Sim, gostamos muito, É bem aconchegante. Você mora sozinha aqui?
_ Sim. Ainda busco o amor da minha vida. Mas enquanto ele não vem, me divirto com alguma amiga ou outra.

Nos olhamos novamente.

_ Amiga? Só namora mulheres? Perguntei.
_ Sim, não tenho paciência pra homem. E pinto que cresce e goza dentro de mim, jamais. Pinto pra mim tem que ser de borracha e vir com peito e buceta (risos).
_ Já foi chupada por uma mulher, Liz?

Abismada com nossa fotógrafa audaciosa e cheia de perguntas, fingi que não ouvi.

_ Isso é um não, já entendi. Devia experimentar. Não vai querer outra língua em você. Venham, venham conhecer o estúdio!

Denise fez do quarto principal – um pouco maior que o outro – o pequeno estúdio. Assim que entramos, ela acendeu as luzes e fechou a cortina preta, eliminando a pouca luminosidade que vinha de fora. O quarto não tinha nada além de uma mesa com um notebook, uma prateleira de metal repleta de lentes de câmeras, cd’s e dvd’s. Também 2 pedestais com lampadas de iluminação e um qie acredito ser um flash. Uma cadeira e uma sombrinha armada. Em uma das paredes, Denise adaptou para aqueles fundos curvos pra dar a noção de infinito.
_ E então? O que acharam?
_ Bonito, simples e muito funcional. Gostei muito, falou Digo.
_ Obrigado! Você realmente é observador! Procurei buscar isso mesmo, respondeu ela, ligando um dos holofotes e entrelaçando a alça da câmera na mão esquerda.
_ Tire a roupa, Liz.

Tomei um susto.

_ Oi? Como assim? Não iríamos combinar outro dia para a sessão?
_ Sim, hoje não serão fotos oficiais. Vamos Liz, só quero testar a iluminação em seu corpo. Quero entregar para vocês o melhor resultado. Se quiser, pode usar o banheiro, enquanto ajeito umas coisas.

Rodrigo abriu um sorriso. Respirei firme e resolvi ficar ali mesmo. Afinal, ficar nua não era problema. Mas aquela nova situação passou a gerar uma certa tensão em mim.

_ Rodrigo, se incomoda em colocar esta cadeira ali no centro?

Ele ficou sem entender, mas atendeu ao pedido. Agarrou a cadeira e levou para o meio do pequeno quarto.
Denise não tirou os olhos de mim enquanto tirava a roupa. Estava concentrada nos ajustes para as fotos, mas fugia a atenção em minha direção sempre. Pensei: calma Liz, ela vai te fotografar, é so um trabalho… Mas ela acabou de dizer que é lésbica! Será? Ai meu Deusss!

_ Vou procurar valorizar cada curva desse seu corpo lindo Liz. Senta ali na cadeira.
_ Tá certo.

Nossa fotógrafa girou um pedestal pra direita, pra esquerda, se posicionou em.minha frente e começou a clicar.

_ Se já viu outros ensaios já sabe o que tem que ser feito né?
_ Acho que sim, respondi.
_ Então vamos lá querida. Vou te ajudando, certo?
_ Ok. Respirei fundo e olhei para Rodrigo. Ele estava em pé, encostado no batente da porta. E parecia hipnotizado.
_ Eh, o que eu faço? Estou meio perdida com os braços…

Rodrigo, mais tarado impossível, já estava com o celular na mão para também registrar o momento.

_ Cruze as pernas, apoie os braços nos encostos.da cadeira. Isso… Agora coloque sua cabeça para trás.

E assim fiz.

_ Ótimo.
_ Com os olhos fechados e ainda um pouco nervosa, pude ouvir uma sequência grande de clicks que vinham da câmera de Denise.
_ Agora quero que nesta posição você descruze as pernas e abra elas um pouco…

Descruzei, mas não conseguia abri-las. Algo me travou e aquilo que aparentemente parecia fácil começou a ficar complicado.

_ Tudo bem? Disse Denise.
_ Sim, acho que estou um pouco nervosa, só isso.
_ Não se preocupe. Se solte, relaxe. Recomeçamos. Rodrigo que tal colocar este celular no bolso e pedir uma comida para nós? Tem dinheiro em cima da mesa da sala.
_ Claro vou pedir. O que prefere?
_ O que você decidir está bacana, Denise respondeu.
_ Certo, mas deixe que eu acerto a conta.
_ Como quiser. Agora me deixe um pouco a sós com Liz.
_ Tudo bem. E saiu parecendo aqueles garotos de colégio que acaram de levar uma bronca da professora.

Eu estava ali, nua, e nervosa na frente de uma desconhecida fotógrafa lésbica. Não conseguia encarar Denise de frente. Percebi que ela voltava a fazer alguns ajustes na iluminação. Então plugou a câmera no notebook, que já estava ligado e escolheu uma das poucas fotos que havia tirado.

_ Esta é você. O que acha?
_ Nossa… Ficou linda!

Denise então me abracou por trás. E senti meu corpo arrepiar de cima abaixo.

_ Pode ficar muito melhor, ela disse, esticando o pescoço para o lado, em direção à tela. Mas precisa me ajudar.
_ Sim eu sei, vou tentar.
_ Você quer fazer isso? Ou é um desejo só dele?
_ Partiu de Rodrigo sim. Relutei no começo. Mas depois passei a curtir a ideia. Por isso estamos os dois aqui.

Ficamos em silêncio por uns instantes. Denise passou por mais umas duas ou três fotos. Eu olhava fixadamente para a tela do computador, procurando descobrir qual Liz deveria estar ali.

_ Ei, exclamou.
_ Olhei para o lado e nos encaramos.

Ela segurou em.meus braços e disse:

_ Traga pra cá a Liz que fez você vir até mim.

Nossos olhos não conseguiam desgrudar um do outro. Senti uma atração louca, diferente. E numa reação impensada, quase irresponsável, beijei Denise. Nossas bocas se encontraram estáticas. Mas antes que elas se soltassem, Denise me abraçou forte. E então nossas línguas se cruzaram num amasso quente e demorado. Um beijo de cumplicidade única, um beijo de entrega.

_ Desculpe, eu não queria…
_ Não? Me entristece dizendo isso, Liz.
_ Não, calma. Meu corpo quis sim. Mas não foi certo.
_ Se foi certo ou não, nós vamos descobrir. Mas foi bom.
_ Sim, foi muito bom. Sorrimos.
_ Vamos tentar de novo?
_ Sim.

(continua…)

Decidimos voltar ao Instagram, até ele nos bloquear de novo. Nos sigam por lá! @lizedigo

A primeira vez

Ahhhhhhhhhhh! Gozeeeeeei…

Gozei como ninguém havia feito eu gozar antes. Nenhum ex-namorado. Nem mesmo Rodrigo. Tenho certa dificuldade pra chegar lá apenas com penetração. Fato. O orgasmo vem normalmente nos dedos. Mas nem por isso sinto menos prazer numa transa. Adoro um pau dentro de mim. Duro, grande. Fico louca. Mas o que senti desta vez foi diferente. Foi de um jeito único, novo. Sensação como aquela jamais havia sentido antes…

Não sou nenhuma miss ou musa fitness, longe disso. Confesso que devia me cuidar um pouco mais. E tenho um adversário terrível, que é a preguiça. Mas como Digo sempre diz, fui abençoada pela natureza (risos). Acho que é porque ainda mantenho tudo no lugar. Mas torço diariamente, no espelho, para que as consequencias da idade demorem muito a chegar.

Rodrigo tem tesão pelo meu corpo. Diz ele que jamais sentiu algo parecido com mulher nenhuma. “Nossa química é perfeita”, diz ele. Adora me olhar. Me tarar durante o banho, ou numa simples troca de roupa. E eu amo saber que ele sente isso. Quem não gosta de se sentir desejada? Em nossos momentos íntimos, adoramos tirar fotos, trocar nudes pelo Whatsapp enquanto falamos sacanagens, essas coisas. Meu lado vadia floresce quando estou com meu celular na mão. E a gente se diverte durante o dia, trocando essas fotos. Uma vez acabei mandando por engano, para um primo distante, uma foto da minha bunda. Meu Deus! O pior foi ele ter respondido com um coração e a mensagem “obrigado pelo presente”. Fui obrigada a pedir desculpas e dizer que era para Rodrigo. Nem quero pensar no que ele fez com essa foto!

Volta e meia Rodrigo insinuava que tinha vontade que eu fizesse um ensaio fotográfico sensual com um profissional. No início achei que era apenas mais uma ideia da cabeça pervertida dele. Como naquelas cenas de filmes, onde o fotógrafo acaba sempre comendo a modelo depois do ensaio. Mas, aos poucos vi que não. A preocupação dele era mesmo no resultado das fotos. E com o tesão que ele sente no meu corpo.
Fiquei animada no inicio com a nova experiencia mas, com o passar dos dias criei, naturalmente, uma barreira dentro de mim. Não sei, acho que não conseguiria ficar à vontade sendo fotografada por outra pessoa que não fosse Rodrigo. Mas como ele já estava empenhado em encontrar alguém que pudesse realizar esse nosso desejo, deixei que seguisse em frente.

Digo fez contato com alguns fotógrafos, dois deles, seus amigos. Mas, sinceramente não me senti confortável com nenhum deles. Imaginava que, por serem amigos, tratariam do assunto com naturalidade. Mas dava pra ver no olho deles o “desejo” de realizar o trabalho. Fotógrafos profissionais MESMO, com certeza não agem assim.
Já estávamos meio frustrados com a ideia, quando encontramos, num perfil do Instagram, aquele – ou melhor dizendo – aquela que se encaixaria perfeitamente dentro do que imaginávamos. E aparentemente perfeita e apta a realizar o trabalho.
Seu nome era Denise. Claro! Uma fotógrafa! Por que não pensamos nisso antes? No perfil da rede social entitulava-se fotógrafa profissional especialista em produtos. Mas algumas das fotos (selfies, partes de um corpo tatuado que parecia ser o seu) nos chamaram muito a atenção, pois também revelavam uma qualidade absurda quando o assunto eram corpos masculinos e, principalmente, os femininos. Um tato incrível para detalhes que muitas vezes não reparamos, um dom que separa os fotógrafos comuns, dos grandes profissionais.

No perfil havia um telefone e pensamos inicialmente em ligar no dia seguinte. Já estávamos prontos pra dormir. Eram quase 11 horas da noite. Pensamos melhor e decidimos arriscar. Rodrigo tomou a iniciativa e colocou o celular no viva-voz. Poucos toques e então, do outro lado uma voz rouca atende:

_ Denise Reis. Quem fala?
_ Olá Denise, sou Rodrigo, minha noiva Liz nos ouve pelo viva-voz, tudo bem? Desculpe o horário. Estamos procurando os serviços de um fotógrafo e encontramos você no Instagram.
_ Olá, que bom que ligaram. Não se preocupem, estou iniciando um serviço agora. Que tipo de produto vendem?
_ Eh, não é bem um produto. Gostaríamos de fazer um ensaio sensual com a Liz.
_ Hum, minha especialidade são produtos…

Antes que pudesse completar Digo disparou:

_ Sim sabemos, mas suas fotos do perfil são fantásticas e temos certeza que vai tirar de letra.
_ Bem, obrigado pelos elogios mas nunca fiz ensaios desse tipo profisssionalmente, mas… que tal um café para nos conhecermos e para que eu possa saber exatamente o que desejam?
_ Claro, que tal amanhã no fim da tarde.
_ Perfeito!
_ Maravilha, depois nos falamos para combinar o horário e o local.
_ Certo, beijos.
_ Tchau, até amanhã.

Legal! Agora tínhamos nossa provável fotógrafa. E eu voltava a ficar excitada com a mais uma loucura de Rodrigo.

_Vamos dormir, amor?
_ Vou já, só preciso fazer uma coisinha aqui no celular mesmo.
_ Certo, boa noite. Trocamos um beijo gostoso e me acomodei no peito dele como quase todas as noites. Ele retribuia sempre com cafuné gostoso na minha cabeça.

Estava muito cansada e o sono veio rápido. Na manhã do dia seguinte, como de costume, levantamos, tomamos café da manhã, nos arrumamos e partimos para o trabalho. Estava um pouco tensa pois sabia que seria um dia atribulado na empresa, com reuniões e possíveis fechamentos de negócios. Era mais ou menos dez e meia quando fui surpreendida com uma mensagem de Rodrigo no Whatsapp. Junto dela, uma foto minha apenas de rosto, dormindo.

“Vou adorar seu ensaio, da mesma maneira que adoro ver você no meu peito e nos braços de Morfeu. Te amo!”

Que lindo, meu noivo abusando do romantismo! A correria estava tão grande que respondi apenas com coraçõezinhos e um beijinho. Dez minutos depois, outra foto. Eu, ainda dormindo, todinha nua, de costas pra ele. E ele, também nú, como sempre gostamos de dormir, segurando seu mastro, duro como pedra. Na mensagem os dizeres: “Já que não se empolgou com a primeira, te mostro o que aconteceu depois que dormiu. Pensei tanto em você posando para as lentes da Denise que acabei gozando. Love you!”.

Na mesma hora, por instantes, veio na minha mente a imagem de alguém qualquer me fotografando num estúdio, e Digo ali, me olhando, com aquela carinha de tarado que só ele tem… Ainda estou pra ver homem mais safado e mais apaixonado, pensei. Mas não era hora para safadezas. O trabalho me chamava.

(continua…)