Jequiá – Capítulo 9

Destino revelado, seguimos em frente. Ainda podia sentir minha buceta quente e molhada, resultado do tesão incontrolável que nos consumiu, momentos atrás. Chegamos em Dunas de Marapé, ponto turístico de Jequiá da Praia, perto das nove horas. Denise encostou o carro num pequeno estacionamento. E pela primeira vez lembrei que Rodrigo poderia estar preocupado comigo. Peguei o celular, acreditando que haveriam várias mensagens dele. Mas para minha surpresa, apenas uma:

“Aproveite seu dia com toda a intensidade que ele merece. Estou com você. Ontem, hoje e sempre. Ansioso pelo resultado! Te amo, Digo.”

Feliz com a sensibilidade de sempre dele, respondi: “Estamos bem meu amor, tentarei fazer da melhor maneira. Estou fazendo por você, é tudo para você. Te amo”.

Saindo do estacionamento, chegamos à entrada da área que dá acesso ao rio. Um local muito bonito e tranquilo. Uma pequena estrutura, com bares e restaurantes, quase particular, com águas calmas e de temperatura sempre agradável. Marido, mulher, sogra, criança, cachorro. Algumas poucas famílias já começavam a se organizar para passar o dia por ali.
Logo, fomos abordadas por um homem baixo, corpo magro de aparentemente uns 45 anos. Depois fui descobrir que tinha 34. O constante contato com o sol, judia a pele das pessoas e as faz parecerem mais velhas aqui no Nordeste.
_ Bom dia senhoritas. Gostariam de fazer um passeio?
_ Claro que sim, mas nosso passeio é profissional. Como é seu nome?
_ Ailton, ao seu dispor.
_ Prazer Ailton, somos Denise e Liz. Estamos à trabalho. Se eu lhe der um extra, pode nos acompanhar até o final do job?
_ Eh… job?
_ Sim, job. Trabalho.
_ Ah, ajudo sim.
_ Pode iniciar buscando umas coisas que estão lá no nosso carro. Aqui está a chave.
_ Claro, claro!
_ Aquele é meu bote. Se quiserem, podem aguardar lá.

Aílton calçou os chinelos que segurava na mão e saiu a passos largos.

_ Lembra quando eu disse que tinha vários ajudantes? Aílton é um deles.
_ Mas você nem o conhece!
_ E precisa? (risos)
_ Agora me conta, quando foi a última vez que ficou nua na frente de outro homem que não Rodrigo?
_ Hum não faz muito tempo. Mas ao livre o Aírton…
_ Aílton, com L.
_ Aílton, sim, será o primeiro.
_ E qual a diferença de ficar pelada pra Rodrigo, Aílton, João, Pedro? Homem é tudo igual!
_ Tooooooda! Quer saber Denise, você é doida, literalmente! Quando topei isso, achei que íamos ficar dentro de um estúdio!
_ Quer mais estúdio mais incrível que este? Cores, iluminação natural… E olhe só, seu noivinho tarado quer o melhor trabalho, e é isso que estou tentando fazer.
_ Tá bem, tá bem, você está certa!

Já sabia que Denise era esperta, mas ali começava a perceber que era também muito “desenrolada”. Comecei então a ficar preocupada com quem seriam os outros “ajudantes” dela.

_ Senhoritas? Acho que já está tudo aqui. Podemos ir.
_ Obrigada Ailton, muito prestativo.

Há embarcações que diversos tamanhos que levam os turistas para o passeio em Dunas de Marapé. Para duas ou três pessoas são utilizados aqueles feitos em fibra de carbono, com os lugares já construídos no molde de fábrica dele. Um motor de popa os leva para cima e para baixo, pelo rio. Só não é possível, com ele, atravessar para a praia, ao final do percurso. Esta parte do passeio deve ser feita a pé.
Aílton, cheio de curiosidade, perguntou:

_ Vocês são fotógrafas de quê? Natureza? Aqui é um lugar lindo. Posso mostrar os pequenos animais, as plantas, o manguezal…
_ Eu sou a fotógrafa. Liz é minha modelo. Pretendemos fazer um ensaio aqui. Pode nos levar a pontos bonitos e calmos?
_ Ah, é tipo aquelas meninas que fazem fotos e colocam no Face? Legal!
_ Hahaha, ri alto. É, mais ou menos, Ailton. Você tem Facebook?
_ Tenho sim moça, minha filha fez um pra eu arranjar namorada.
_ Que Legal! Espero que encontre logo, respondi.
_ Ah senhorita é muito bonita, Liz. Tem namorado? Perguntou ele, meio envergonhado, cabeça baixa, como se estivesse tentando engatar uma cantada.
_ Sim, tenho um noivo. Queremos casar em breve… Ai meu Deus! Ele gostou de mim. E vou ter que ficar nua na frente dele. Esse homem vai ficar doido, pensei.

Bote na água, sol quente, dia lindo. As fotos tinham tudo à seu favor para ficarem encantadoras. Denise estava à vontade, só de biquíni, bem mais comportado que o meu, mas que revelava todas as suas gordurinhas. Dobras firmes e muito sensuais. Eu prestava atenção nela, e ela ao redor, talvez em busca de um local interessante para a fotos. Enquanto observava, aproveitava para passar protetor solar no corpo.

_ Tome Liz, passe este protetor, não vai lhe deixar “melada” nas fotos. Aílton, a essa hora não vem muitos barcos por aqui né?
_ Ainda é cedo moça, vem um ou outro de vez em quando. Dona Liz, não precisa ficar envergonhada.Todo mundo faz foto pra mandar pros outros hoje.
_ Hahaha! Você é engraçado, Aílton, gostei de você. Sua próxima namorada vai ser uma mulher de sorte, respondi.
_ Obrigado dona Liz, completou nosso ajudante, com um leve sorriso no rosto.

Aílton parecia realmente divertido. Mas eu precisava “quebrar o gelo”. Afinal ia ter que ficar nua na frente dele. Então olhei para os lados pra me certificar que não havia ninguém por perto, e levantei a parte de baixo da camiseta branca, a única vestimenta que protegia meus seios, passando-a por trás do pescoço.
Ele estava distraído, ajustando alguma coisa no motor do pequeno barco.

_ Aílton, não queria sujar as mãos, você pode me ajudar aqui?

Numa reação engraçadíssima, ele deu um pulo pra trás e colocou a mãos em frente aos olhos, tentando não ver meus seios desnudos.
_ Dona Liz, o que é isso meu Deus! Não precisa passar protetor aí não. O biquíni protege!
_ (Risos) E quem disse que eu vou fazer foto de biquíni, homi?
_ Ddddddna Liz! Não? Como vai ser?
_ Peladinha, Aílton.
Denise gargalhava sem parar.
_ Algum problema, Aílton? Hoje é seu dia de sorte.
_ Mas isso é ganhar na loteria acumulada, dona!
_ Deixa de timidez homem, oxe! Toma, passa aqui em mim.
_ Tá.

Eu já havia passado protetor pelo corpo todo dentro do carro, momentos antes de chegarmos, mas precisava de um pretexto para deixar Aílton mais relaxado e preparado para o que ia presenciar. Suas mãos trêmulas quase não conseguiam executar a tarefa simples que eu havia dado a ele. Seus olhos estavam fixos nos meus peitos. Em segundos, transformei ele em uma criança que a acabara de ganhar o melhor dos presentes de Natal.
Ele passava com cuidado, devagar, de um lado para o outro, mas evitava tocar a as auréolas. Denise, a essa hora já fazia algumas fotos e cuidava dos preparativos para o ensaio.

_ Aílton, se não passar nos bicos eles podem queimar, não acha?
_ Eh… Sim, dna. Liz, vão.

Ao primeiro toque tímido nos meus bicos, os senti arrepiarem e endurecerem. Aquilo excitou de vez nosso “comandante”. E seu pau mostrou-se rijo por baixo da bermuda. E parecia grande para o pequeno homem que nos acompanhava.

_ Aílton, porque chama Denise de moça e eu de dona?
_ Sei não, dona Liz.
_ Liz, Aílton…
_ Tá bem. Liz..
_ Pronto, assim está melhor. Gosta dos meus seios, Aílton?
_ Muito, são bonitos e suaves… Pronto acho que já está bom.
_ Sim, obrigada, muito gentil, respondi cobrindo novamente os seios com a camiseta.
_ Denise nos olhou e com um ar de pouco caso, disse:
_ Depois eu é que sou a doida (tsc, tsc)…

Percorremos mais alguns metros pelas águas calmas do rio. A maré estava baixa, revelando alguns pontos de areia.
_ Aílton, aqui esta bacana. Podemos parar?
_ Sim. Quer que eu vá até a margem?
_ Não, aqui está ótimo. Mas se importa de descer do bote e nos controlar até chegarmos lá?

_ Sim, sem problema.
_ A maré vai te ajudar, não? Disse Denise, com câmera em punho.
_ Vai, está nos puxando para o raso.
_ Então tá. Quero fazer umas fotos de Liz aqui em cima, mas o bote é pequeno para nós quatro…
_ Sim, nós três e a câmera fotográfica.
_ Ok, fiquem tranquilas, vou levando a gente pra lá, bem devagar.
_ Obrigada, depois faremos umas fotos na areia.

(continua…)